Top 5 – Coisas que eu não precisava contar

Sabe aquelas coisas que você fez/fazia quando era criança (e às vezes faz até hoje) e sempre se envergonhou disso? Aquela coisa que você tenta esconder ao máximo com receio de ser zoado pelos colegas? Ou aquele fato que os seus familiares e amigos mais antigos já sabem e que você até hoje tenta justificar mesmo sabendo que nada justifica tal feito? Está mentindo quem disser que não tem nenhum desses. Para esse post, eu separei cinco desses fatos que fazem eu sentir vergonha alheia de mim mesmo (?). Não sei por que eu estou contando eles, mas eu vou contar.

Os critérios utilizados na classificação foram baseados em nível de estupidez, idiotice, babaquice, retardamento e outras coisas mais.

ATENÇÃO: Se você tem uma imagem imaculada de minha pessoa e deseja mantê-la desse jeito, não prossiga.

Tudo bem, você quer saber meus podres. Então, lá vai…

5 – Falsificar exame de fezes

Eu sempre me alimentei mal e nunca fiz muito para mudar esse fato. Por conta disso, quem me conhece bem sabe que eu nunca fui muito íntimo do vaso de sanitário. Sendo assim, já dá para imaginar que eu sofria quando tinha que coletar fezes para fazer exame.

Certa vez (eu devia ter uns 9 anos de idade), depois de quase duas horas tentando largar algum mísero “caroço de feijão” que fosse, eu desisti. Entretanto, a descarga do banheiro daqui de casa levava mais ou menos 30 minutos para encher e nem era tão forte. Nesse dia, eu vi que alguém (acho que foi meu pai) havia deixado vestígios no vaso e numa jogada de esperteza (hoje eu vejo que foi estupidez) eu resolvi usar aquele excremento como se fosse meu.

O exame deu tudo certo, mas já pensou se eu realmente tivesse alguma verme ou coisa assim e não descobrisse por conta do roubo de fezes? Ou pior: se o resultado do exame apontasse algum problema com meu pai e eu que tivesse que ser medicado por isso! O mais importante é que, aparentemente, tudo estava certo comigo e meu pai ainda ganhou um exame de fezes grátis!

Eu só tive coragem de contar esse fato para meus pais quando eu já tinha quase 20 anos, quando eu me dei conta do risco que eu corri ao fazer isso…

Curiosidade: O máximo de tempo que eu passei sem visitar o trono teria me dado a vitória no desafio Activia se eu consumisse todos os dias.

4 – Alcoólatra dos 7 aos 12

Uma das coisas que eu mais sinto repulsa hoje em dia é cerveja, mas nem sempre foi assim. Quando tinha 7 anos de idade e experimentei o primeiro gole de cerveja (escondido, é claro) eu adorei. Nos cinco anos seguintes eu virava o copo de vez quando qualquer parente vacilava com a cerveja. Todo mundo já dizia que eu seria um verdadeiro manguaceiro quando crescesse. Entretanto, não sei como nem porque, a partir dos 13 anos eu passei a odiar o gosto e o cheiro da cerveja. Hoje eu fico grato por ter enjoado dessa droga ainda quando criança…

Curiosidade: Meu irmão, dois anos mais velho, que odiava cerveja, hoje é um dos maiores cachaceiros que eu conheço.

Conclusão: Há males que vem para o bem.

Informação: Isso não significa que eu não consumo bebidas alcoólicas!

3 – Ingerir sangue alheio

Não, eu não era um fã de True Blood nem estava na onda da vampiromania quando isso ocorreu. Eu tinha mais ou menos 7 anos e numa brincadeira com um primo (da mesma idade) eu acabei ferindo o dedo dele… e saiu sangue. Ele chegou a chorar (ou forjar um choro, não sei) e eu me senti bastante culpado. Então ele me ameaçou dizendo “chupe meu sangue ou eu não falo mais com você”. Preciso dizer qual foi a minha reação?

Acredito que na época eu estava no auge da minha idiotice astral…

Curiosidade: Pouco tempo depois nós brigamos e ficamos sem nos falar até os 16 anos de idade, quando já nem lembrávamos mais o porque de não nos falarmos.

2 – Carta ao colchão

Esse fato ocorreu quando eu tinha mais ou menos 10 anos e estava trilhando uma jornada para me tornar uma pessoa retardada.

O colchão da cama de meus pais era com base de madeira, duro e super desconfortável, mas eu adorava dormir nele. Sempre que meu pai passava a noite fora eu dormia com minha mãe só para aproveitar o colchão e às vezes eu até dormia junto com meus pais. Acho que eu tinha desenvolvido uma relação sentimental com o colchão (que fique bem claro eu não o molestei sexualmente), mas o óbvio aconteceu: meus pais compraram um colchão novo e iriam doar o colchão velho! O colchão ainda ficaria um tempo em minha casa antes de ir para o novo dono, e eu passei esses dias restantes abraçado com o colchão, chorando sobre o colchão, rolando sobre o colchão, brincando no colchão e conversando com o colchão. No dia em que o colchão iria para o novo dono o meu retardado interior explodiu e eu escrevi uma carta de despedida para o colchão e joguei dentro dele por uma brecha na lateral. EU ESCREVI UMA CARTA DE DESPEDIDA PARA UM COLCHÃO!!!

Agora podem dizer que eu era um retardado.

1 – Mamar no peito de uma cachorra

Esse fato ainda me provoca risos e em toda minha família.

Eu sempre convivi com cachorros e por isso acabei tendo uma relação muito forte com eles (que fique bem claro, mais uma vez, que eu não os molestei sexualmente). Quando eu tinha 5 anos de idade, uma cachorra daqui de casa teve filhotes. Meu cérebro fez questão de apagar o nome dela, mas eu lembro que ela era da raça fila e era preta. Certo dia, depois que quase todos os filhotes dela já haviam sido doados ou vendidos, a cachorra estava deitada, toda arreganhada, no pátio da casa. Num ato que até hoje eu não consigo encontrar uma explicação razoável, eu avancei e comecei a mamar nos peitos da cachorra! EU MAMEI NOS PEITOS DA CACHORRA!!!

O fato não teria sido tão vergonhoso se o meu tio Iró não tivesse me flagrado no ato. Foi uma cena tão inusitada que ele deve ter gargalhado por uns 10 minutos antes de dizer a alguém o que tinha acontecido e demonstrasse qualquer preocupação comigo. Até hoje eu sou motivo de chacota na família por conta disso…

Meus amigos costumam dizer que meu passado é negro e me condena. Se considerar apenas esses fatos isso é bem verdade, pois até hoje eu me envergonho de ter feito essas coisas…

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